A modernidade, com a enfatização do racionalismo e a individualização do ser propiciada pelo neocolonialismo traduz-se na era globalizada. Os indivíduos necessitam de ser reconhecidos, dotados de um caráter pragmático, oriundos da instrumentalização do trabalho. Em prol das mudanças velozes, acaba por se constituir uma verdadeira cultura que privilegia o risco, a incerteza, despreza o velho e de comprometimentos por longo prazo.
A exarcebação do individualismo no mundo contemporâneo seria um dos efeitos dessa nova configuração insegura, pois a ameaça se abate sobre o indivíduo pós-moderno, que se fecha sobre si mesmo, numa resposta as pressões sociais, sentidas como impossíveis de serem administradas e controladas.
É perceptível que sobre essa contextualização, o contemporâneo não é tempo de servidão, de controle de disciplinas, mas também não é um tempo só de invenções, de liberdades e novas formas de pensar. Ser contemporâneo é ser produzido, e a subjetividade está imbricada nesse processo, continuo e diluído no espaço.
Entradas do Maio 2007
Prosseguindo…
Maio 26, 2007 · Deixe um comentário
Categorias: Individualidade · Subjetividade · contemporaneidade · jornalismo · modernidade · neocolonialismo · pós-modernidade · racionalismo
Elucidando
Maio 24, 2007 · Deixe um comentário
Então vamos prosseguir tentando elucidar a conexão entre os fatos.Paralelamente ao renascimento, o mercantilismo desenvolvia-se fixando estruturas para o desenvolvimento do capitalismo e empreguinava essa ideologia a visão de um ser racional e individual. A atribuição da noção de subjetividade é a valorização deste modo de existência como o que se constituiria o eixo de conhecimento sobre o mundo remoto ao iluminismo. Já que ao exaltar a racionalidade (bem como o Renascimento), não aceitando que algo externo determinasse as ações do homem, pois esse controla a natureza, buscava uma autonomia da razão, o fim da supertições tão características do antigo regime.
O que temos então, é uma concepção da subjetividade atrelada à da individualidade, construída na aliança do Estado Moderno com as classes burguesas em ascensão, sustentada por um capitalismo emergente que define: “cada um vale pelo o que tem” e pelo que consegue acumular. A noção de interioridade se fortalece, sendo marcada pela revelação de uma interioridade. A identidade passa a ser aquilo que define cada individualidade, aquilo que nos faz absolutamente diferente dos demais. Essa noção vale lembrar, será exaustivamente implementada pelo liberalismo em que cada um valia por seu esforço, por suas aptidões, sua inata inteligência, suas características pessoais. É nesse caminho que contraditoriamente, o capitalismo se mostra dialético: ora é individualizante ora totalizador. Pode-se afirmar que trata-se de um indivíduo, individual em suas ações, igual a si mesmo, diferente dos demais e, ao mesmo tempo, igual perante do Estado e com os “mesmos direitos”.
Categorias: Individualidade · Renascimento · burguesia · capitalismo · estado moderno · identidade · ideologia · iluminismo · mercantilismo · razão
Uma viagem à Subjetividade
Maio 18, 2007 · Deixe um comentário
Giselle Pereira, estudante de jornalismo, nascida nos anos oitenta, filha de capixaba e mineiro, estudou psicologia até o quinto período, filha, amiga, estudante, cristã, gosto de música, de artes, de viajar… Muitas outras coisas poderão ser citadas, mas neste momento me restrinjo a algumas características que constituem a minha subjetividade. São as que passaram pela cabeça. É nessa inusitada viagem que quero me reportar, especialmente em conhecer as fronteiras da subjetividade, com indivíduo, com os papéis sociais, com a pós-modernidade, com a comunicação, com as artes, e tudo mais que vier constituir o contexto subjetivo do ser.
O termo subjetividade recentemente vem sendo utilizado com freqüência, especialmente vinculado à pós-modernidade e aos meios de cominicação. A subjetividade aponta para um grupo consistente de forças, como políticas, sociais, artísticas, econômicas que desenham não apenas novos termos, mas também certas práticas. Assim, não é raro encontrarmos a ela associadas idéias como de sujeito, individualismo, contemporaneidade, consumo e o jornalismo. O jornalismo!?!? Sim senhor, uma prática decorrente de uma subjetividade que ora tenta se mostrar como observadora do real, do verdadeiro e fidedigno.
Contextualizar, inicialmente, o que hoje consideramos como subjetividade, se faz extremamente relevante. Ela não foi algo ¨que caiu do céu¨ ou seu ¨surgimento¨ não pertence a nenhum período histórico. Mas, antes de tudo encará-la como algo conquistado, desencadeado numa conjuntura política-
Categorias: Individualidade · Subjetividade · Sujeito · contemporaneidade · jornalismo · meios de comunicação · pós-modernidade
Subjetividade-processo histórico
Maio 18, 2007 · Deixe um comentário
A Idade Média foi marcada por uma produção in natura e basicamente rural. A sociedade era estamental , cada indivíduo estava preso ao seu estamento e mobiliadede era praticamente impossível. Não havia preocupação de diferenciação entre os servos. O poder era fragmentedo, e o rei não tinha poder absoluto sobre o seu reinado, sendo que o poder político encontrava- se dividido entre os senhores feudais e a Igreja. Essa valendo-se de sua influência espiritual exercia grande poder de conformar os servos em sua condição de subordinação e deveres. Nos séculos finais que seguiaram a Idade Média, uma série de fatores desencadearam crises no sistema feudal, que colaboraram para a formação das monarquias nacionais. Entre esses fatores destacam-se o ”desaparecimento” da servidão, o desenvolvimento do comércio urbano e o entraquecimento da nobreza. O poder real estendeu-se por toda a nação, favorecendo uma unificação geografica , cultural , jurídica e administrativa. As mudanças que ocorridas no ocidente no final do século xv expressão no plano cultural uma “revolução”, o Renascimento. Os artistas exteriorizavam em suas obras os ideais de e valores de uma visão de mundo da nova sociedade que emergia da crise medierval, os burguesas.O Renascimento opunha- se ao misticismo , ao coletivismo , ao teocentrismo, posr exemplo. Era o racionalismo expresso na convicção de que tudo poderia ser explicado pela razão e observação da natureza. Tal filosofia valorizou ainda mais o individualismo e o hedonismo. O rico burguês em busca de afirmação de seu grupo social, sua individualidade contratava artistas para reproduzir a própria imagem, revelando o que antes não se revelava, o interior.Você pode estar se perguntando o quê tem isso a ver com a subjetividade. Afirmo sem medo de errar que tem tudo , mas tudo haver.
Categorias: Igreja · Individualidade · Renascimento · Sociedade estamental · Subjetividade · Sujeito · idade média · senhores feudais

