Giselle Pereira, estudante de jornalismo, nascida nos anos oitenta, filha de capixaba e mineiro, estudou psicologia até o quinto período, filha, amiga, estudante, cristã, gosto de música, de artes, de viajar… Muitas outras coisas poderão ser citadas, mas neste momento me restrinjo a algumas características que constituem a minha subjetividade. São as que passaram pela cabeça. É nessa inusitada viagem que quero me reportar, especialmente em conhecer as fronteiras da subjetividade, com indivíduo, com os papéis sociais, com a pós-modernidade, com a comunicação, com as artes, e tudo mais que vier constituir o contexto subjetivo do ser.
O termo subjetividade recentemente vem sendo utilizado com freqüência, especialmente vinculado à pós-modernidade e aos meios de cominicação. A subjetividade aponta para um grupo consistente de forças, como políticas, sociais, artísticas, econômicas que desenham não apenas novos termos, mas também certas práticas. Assim, não é raro encontrarmos a ela associadas idéias como de sujeito, individualismo, contemporaneidade, consumo e o jornalismo. O jornalismo!?!? Sim senhor, uma prática decorrente de uma subjetividade que ora tenta se mostrar como observadora do real, do verdadeiro e fidedigno.
Contextualizar, inicialmente, o que hoje consideramos como subjetividade, se faz extremamente relevante. Ela não foi algo ¨que caiu do céu¨ ou seu ¨surgimento¨ não pertence a nenhum período histórico. Mas, antes de tudo encará-la como algo conquistado, desencadeado numa conjuntura política-
Uma viagem à Subjetividade
Maio 18, 2007 · Deixe um comentário
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Subjetividade-processo histórico
Maio 18, 2007 · Deixe um comentário
A Idade Média foi marcada por uma produção in natura e basicamente rural. A sociedade era estamental , cada indivíduo estava preso ao seu estamento e mobiliadede era praticamente impossível. Não havia preocupação de diferenciação entre os servos. O poder era fragmentedo, e o rei não tinha poder absoluto sobre o seu reinado, sendo que o poder político encontrava- se dividido entre os senhores feudais e a Igreja. Essa valendo-se de sua influência espiritual exercia grande poder de conformar os servos em sua condição de subordinação e deveres. Nos séculos finais que seguiaram a Idade Média, uma série de fatores desencadearam crises no sistema feudal, que colaboraram para a formação das monarquias nacionais. Entre esses fatores destacam-se o ”desaparecimento” da servidão, o desenvolvimento do comércio urbano e o entraquecimento da nobreza. O poder real estendeu-se por toda a nação, favorecendo uma unificação geografica , cultural , jurídica e administrativa. As mudanças que ocorridas no ocidente no final do século xv expressão no plano cultural uma “revolução”, o Renascimento. Os artistas exteriorizavam em suas obras os ideais de e valores de uma visão de mundo da nova sociedade que emergia da crise medierval, os burguesas.O Renascimento opunha- se ao misticismo , ao coletivismo , ao teocentrismo, posr exemplo. Era o racionalismo expresso na convicção de que tudo poderia ser explicado pela razão e observação da natureza. Tal filosofia valorizou ainda mais o individualismo e o hedonismo. O rico burguês em busca de afirmação de seu grupo social, sua individualidade contratava artistas para reproduzir a própria imagem, revelando o que antes não se revelava, o interior.Você pode estar se perguntando o quê tem isso a ver com a subjetividade. Afirmo sem medo de errar que tem tudo , mas tudo haver.
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