Subjetividade…

Elucidando

Maio 24, 2007 · Deixe um comentário

Então vamos prosseguir tentando elucidar a conexão entre os fatos.Paralelamente ao renascimento, o mercantilismo desenvolvia-se fixando estruturas para o desenvolvimento do capitalismo e empreguinava essa ideologia a visão de um ser racional e individual. A atribuição da noção de subjetividade é a valorização deste modo de existência como o que se constituiria o eixo de conhecimento sobre o mundo remoto ao iluminismo. Já que ao exaltar a racionalidade (bem como o Renascimento), não aceitando que algo externo determinasse as ações do homem, pois esse controla a natureza, buscava uma autonomia da razão, o fim da supertições tão características do antigo regime. 

O que temos então, é uma concepção da subjetividade atrelada à da individualidade, construída na aliança do Estado Moderno com as classes burguesas em ascensão, sustentada por um capitalismo emergente que define: “cada um vale pelo o que tem” e pelo que consegue acumular. A noção de interioridade se fortalece, sendo marcada pela revelação de uma interioridade. A identidade passa a ser aquilo que define cada individualidade, aquilo que nos faz absolutamente diferente dos demais. Essa noção vale lembrar, será exaustivamente implementada pelo liberalismo em que cada um valia por seu esforço, por suas aptidões, sua inata inteligência, suas características pessoais. É nesse caminho que contraditoriamente, o capitalismo se mostra dialético: ora é individualizante ora totalizador. Pode-se afirmar que trata-se de um indivíduo, individual em suas ações, igual a si mesmo, diferente dos demais e, ao mesmo tempo, igual perante do Estado e com os “mesmos direitos”.

Categorias: Individualidade · Renascimento · burguesia · capitalismo · estado moderno · identidade · ideologia · iluminismo · mercantilismo · razão

0 respostas Até agora ↓

  • Ainda não há comentários... chute o balde preenchendo o formulário abaixo.

Deixe um comentário