Xii, é a avaliação !
Você pode estar se perguntando que avaliação é essa , não é?O próximo post será uma avaliação da disciplina de jornalismo on line, cujo professor é Fábio Malini do Departamento de Comunicação Social da Ufes. Uma prova feita em um blogue poderia soar estranho a uns cinco anos atrás, mas estamos no século XXI em que a multidisciplinalidade perpassa pela rede virtual, e por uma nova construção de subjetivação.
O texto que segue trata-se da relação da internet com os conceitos de Multidão (Antônio Negri e Michael de Hardt) e de biopoder.O ciberespaço
A internet constitui a essência da sociedade em rede, que cria uma nova especialização, expressa nos sistemas de informacionais, cujas redes eletrônicas são livres das restrições de tempo e de espaço e interagem e influenciam a, principalmente, na dinâmica da vida urbana.
A capacidade de reinvenção das subjetividades pelos sistemas comunicacionais e informacionais tem sido multo debatidos nas últimas décadas. De um lado os que defendem o ciberespaço como novas formas de opinião pública na democracia moderna. Um campo de práticas mais abertas, mais participativa, mais distribuídas do que das mídias clássicas. Sandra Rodrigues Braga e Vânia Rúbia Farias apud Pierre Levy (1996, p.118 e 1999, p.129) acredita no espaço virtual (…) como recriação do vínculo social mediante a troca de saberes, reconhecimento, escuta e valorização das singularidades, democracia mais direta, enriquecimento das vidas individuais, invenção das novas formas de cooperação aberta para resolver que a humanidade deve enfrentar,disposição das infra-estruturas que a informacionais e culturais da inteligência coletiva ( Braga e Farias apud Pierre Levy, 1996, p.118).
Contrariamente a esse pensamento Jean Baudrillard, acredita que na atualidade o homem não pensa o virtual, mas é por ele pensado. A informação se torna cada vez mais fugaz e sem sentido. Outros autores criticam a as novas formas tecnológicas de comunicação por que alas aceleram o processo de virtualização contemporânea, caracterizada pela alienação. Braga e Faris apud Mattelart(2001, p.6) não hesita em afirmar que ‘ a sociedade global da informação tornou-se uma disputa geopolítica, e o discusso que a cerca é uma doutrina novas formas de da hegemonia ”. O mesmo autor enfatiza que “ a ideologia da informação não é outra que aquela de mercado”. É válido lembrar que mais da metade da população do planeta jamais será servida por um telefone (Braga e Faria apud Ramonet, 1997, p. 147), um dos pré – requisito para se garantir um suporte para o ciberespaço.Controle da vida
Foucault observando o desenvolvimento das tecnologias de poder sob o modo de produção capitalista,no final do século XVII, articulou o aproveitamento do tempo e um aumento do rendimento do trabalho na concepção do poder disciplinar centrado no adestramento do corpo. Através da disciplina “(…) somos julgados, condenados, classificados, obrigados a desempenhar tarefas e destinados um certo modo de viver ou morrer”( Braga e Farias apud Foucault, 1987, p.180).
Com a estruturação do sistema capitalista , por interferências das revoluções liberais do século XVII, emerge uma nova tecnologia de poder preocupada menos com o disciplinamento do corpo individual , já que modulado pelo trabalho , que com o corpo social. O poder investe nesse momento, sobre os corpos socializados.
Braga e Farias apud Foucault (2000, p.288-289) caracteriza o biopoder, comparado com o poder disciplinar:“Uma tecnologia de poder que não exclue a primeira, que não exclue a técnica disciplinar, mas que embute, a integra, que a modifica parcialmente e que, sobretudo vai utilizá-la implantando-se de certo modo nela, encrustando- se efetivamente graças a essa técnica disciplinar previa (que podemos comparar com a internet). Essa nova não suprime a técnica disciplinar simplesmente porque é outro nível, está noutra escala, tem outra superfície de suporte e auxiliada por instrumentos totalmente diferentes.”
Nesse contexto a produção-difusão-apropriação e recriação da informação leva a um movimento duplo e simultâneo, colocando as possibilidades de uma “hegemonização universal e reducionista da subjetividade , que gera duas alternativas históricas “a criação de novos universos de referências” ou o mass-midialização (Guattarri, 1992, p.15-16). O efeito do desenvolvimento de tais tecnologias é a reprodução de subjetividade, relações sociais,corpos e mentes que constroem, em um movimento que vem sendo denominado de pós modernidade ( Farias e Braga apud Claval, 1993, p.171-174 passim).
A sociedade em rede assim possibilita uma passagem de comandos muito mais ágil dos comandos se comparada com os suportes rígidos e fixos dos sistemas de comunicação e transportes anteriores. Tais suportes são, a exemplo a internet igualmente canais de veiculação do biopoder, logo do controle social.
Multidão
Para Michael Hardt e Antônio Negri o conceito de multidão trata-se no sentido amplo o reconhecimento do outro, ou ainda o conjunto de singularidades cooperantes. É válido lembrar que singular não é individualidade, já que trata-se de algo inserido em uma realidade substancial. Na pós- modernidade esses conceitos estão intrinsecamente relacionados a tarefa da multidão reconceitualizar o papel da democracia. A democracia é pela ótica da multidão ancorada na assistência de uma expansão, que é o comum a todos. Ela exerce a função de organização social mediadora entre a democracia global e a pratica política.
Modelo de organização é de alianças espontâneas e temporárias coordenado agendas diferentes, sem um comando central. Nesse sentido a internet se caracteriza como uma mídia de multidão, e mais, ela dinamiza o processo cognitivo social, isto é, ela está engajada na produção de deferentes invenções e modos de vida. Devendo assim ocasionar uma explosão de singularidades entendidas por Negri e Hardt de como a relação de individuo – individuo.
As singularidades são conectadas e coodernadas de acordo com o processo constitutivo que é sempre reiterado e aberto. A multidão é uma relação aberta que as singularidades põem movimento. A imaginação da multidão pressupõe as subjetividades para uma ação comum diante da crise que uma capacidade de agir em conjunto sem qualquer unificação, que contrapõe ao conceito de mídia de massa.
A multidão consegue agir em relações, sobretudo de produção e material cognitiva e afetiva de acordo com designo que requer o comum. Que caracteriza mais uma vez a internet como a mídia de multidão, o que parece e é sentido no nosso dia-a-dia como uma decisão subjetiva, o que é na verdade o resultado de inúmeros processos paralelos.
Off topic: prova
Junho 18, 2007 · Deixe um comentário
Categorias: Individualidade · Subjetividade · biopoder · biopolítica · capitalismo · ciberespaço · comunicação · corpo dócil · espaço virtual · inteligência coletiva · internet · multidisciplinaridade · multidão · novas tecnologias · opinião pública · poder disciplinar · singularidade
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